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O que fazer com seu bichinho de estimação com a chegada de um bebê?

A vida inteira tive bichos de estimação, cachorro, gato, passarinho e por aí vai.

Eu era a louca por bichos, tinha os meus e recolhia os da rua, isso quando eles não me elegiam. Eu recolhia cuidava e arrumava dono .

Quando me casei me mudei de cidade e no dia do meu casamento arrumei uma cachorrinha para fazer parte da nova jornada, a Nani da raça maltês. Ela era uma companheira fiel e amorosa, uma lady, conquistou até o coração do maridão. Estava sempre conosco para cima e para baixo. Esses cachorros de companhia se apegam muito aos donos e acabam tendo o dono como um filho, defendem, mimam, fazem festa e sofrem com a gente também.

Depois de quase uma ano de casada eu engravidei e a chegada de um bebê muda muita coisa na rotina da casa e por consequência o animal sente e sofre também com a adaptação.

Eu não conseguia mais dedicar a atenção que dava para a Nani, mas nunca pensei em me desfazer do animal por isso, mesmo porque eles se tornam membros da família. Acontece que a Nani ficou com tanto ciúmes que acabou ficando doente, ela teve uma gastrite nervosa de fundo emocional e cada um que vinha em minha casa para visitar meu filho ela vomitava e passou a vomitar diariamente. Aí vc com um neném recém-nascido, morando em apartamento e o seu animal sofrendo, vomitando… não sabia o que fazer, fora ter que limpar o apartamento várias vezes ao dia.

Minha mãe resolveu ficar com a Nani por 6 meses na casa dela. Me ajudou muito!!!

Quando ela voltou para minha casa continuou vomitando porém com menos frequência, mas em situações específicas, visitas em casa, reuniões de família, viagens, idas ao pet shop, tive que arrumar um personal dog que vinha em casa para dar o banho pois o simples motivo de leva-lá ao pet a fazia babar e vomitar.

Ela era apaixonada pelo meu filho porém sua cria era eu e quem se aproximasse de mim ela rosnava. Já chegou até morder meu filho por conta do ciúmes. Isso tudo melhorou quando arrumei um companheiro para ela, o Theodor!!

IMG_6667Ele da mesma raça porém com personalidade bem diferente. Foram anos que ela passou muito bem, mas quando a velhice veio a Nani voltou a vomitar e aí percebemos que ela estava com problema no coração, mesmo assim muito ativa e feliz, mais até que o machinho que sempre foi mais preguiça. Perdemos a Nani há dois anos por conta de um infarto e ficamos somente com o Théo e optei por não ter outro. A gente sofre muito com a perda de um animal, é da família. Ainda chamo a Nani pela casa. Mas, no entanto, a sua contribuição em nossas vidas foi imensa. É um amor incondicional, sabem tudo, inclusive quando não está bem, te olham de um jeito como se estivessem dizendo “td vai ficar bem, vai passar, estou aqui com você”. Por isso, se estiverem pensando em ter ou não um animal de estimação, tenha!!! Com filho pequeno, tenha!!! É enriquecedor seu filho crescer ao lado de um ser que só emana amor, eles aprendem a cuidar, a respeitar, a se responsabilizar por determinados afazeres como passear, dar comida, limpar a sujeira, dar banho e  principalmente lidar com a perda. Perceber que a morte faz parte da vida! Afinal, na maioria das vezes, eles vão bem mais cedo que a gente.

Seguem algumas fotos dos nossos bichinhos.

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Nani, a menina da casa.
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Nani e Théo

 

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Theodor

 

 

 

 

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